Die Weiße Rose

É o nome do movimento que se opôs intelectualmente ao regime Nazi. As versões em inglês dos panfletos podem ser lidas aqui. Refiro isto aqui apenas para citar uma pequena passagem do primeiro panfleto, que para além de não se aplicar apenas aos alemães, se mantém tão actual hoje como na altura (ênfase minha):

If the German people are already so corrupted and spiritually crushed that they do not raise a hand, frivolously trusting in a questionable faith in lawful order of history; if they surrender man’s highest principle, that which raises him above all other God’s creatures, his free will; if they abandon the will to take decisive action and turn the wheel of history and thus subject it to their own rational decision; if they are so devoid of all individuality, have already gone so far along the road toward turning into a spiritless and cowardly mass – then, yes, they deserve their downfall.

Adenda: Inspirado por esta história, acabei a ver o filme que narra os dias finais de um dos mais famosos membros da Weiße Rose: Sophie Scholl. Nele se vê como a defesa da mais elementar liberdade de expressão acaba guilhotinada, fruto não só da tirania nazi, como da inacção de quantos se limitaram a ser expectadores da história. Assim se ilustra o valor das acções de pessoas como Bradley Manning—que acaba de ser nomeado pelo parlamento islandês para o Nobel da Paz, ou Glenn Greenwald, que incansavelmente escreve sobre a onda de disparates (eufemismo) que nos chega dos Estados Unidos & companhia—o último dos quais é a repetição da verborreia intelectualmente anémica que levou em 2003 à invasão do Iraque, mas aplicado ao Irão. Diz muito sobre a sociedade civil (americana e não só) que coisas tão absurdamente ridículas provavelmente dêem o resultado desejado (guerra contra o Irão), enquanto o resto do rebanho observa—se tanto.

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