Dia internacional da Privacidade

Comprovando que quem diz que há dias para tudo e mais alguma coisa, tem de facto razão, assinalo aqui que hoje celebra-se o Dia Internacional da Privacidade. É uma altura oportuna para referir umas das (poucas, infelizmente) propostas boas que saíram da comissão europeia: a legislação que regula a protecção de dados dos cidadãos europeus, foi completamente refeita, e se for aprovada, coloca limites muito firmes naquilo que empresas como Google ou Facebook podem fazer com os nossos dados pessoais, e sujeita os prevaricadores a multas que podem chegar até 2% dos lucros globais. E isto é importante porque actualmente simplesmente não existe nenhuma força de mercado que trave a cada vez maior intromissão da tecnologia de vida de cada um. E portanto esse travão, que dificilmente poderá vir de utilizadores individuais (porque simplesmente não se pode esperar que a maioria das pessoas perceba suficientemente bem tecnologia que se torna cada vez mais complexa para perceber o que está em causa), a existir de alguma forma significativa, terá que vir dos governos, ou indirectamente, da Europa.

Esta foi a boa notícia. A má notícia, é que a ACTA continua a velejar a todo o gás. Mas como se lê no último link, «if they [MEP’s] say no, it’s entirely rejected — it’s back to the drawing board». Portanto, hora de dar ao teclado.

Os comentários estão fechados.