A matemática do 13º mês

Via o Blog de Borfast, chega um daqueles textos que têm tanto de simples como de (muito pouco) óbvio. E o ponto da discórdia é precisamente o 13º mês. Para dar um exemplo concreto, suponhamos que um trabalhador ganha 1000€ líquidos, por mês. Portanto ganha 12000€ anuais, e juntando o 13º mês obtemos um total de 13000€ anuais. Mas se fizermos as contas tendo como base a remuneração semanal, como um mês tem quatro semanas, vem que a remuneração semanal será 250€, e como um ano tem 52 semanas, a remuneração anual resulta em 52*250=13000€! Ou seja, o 13º mês não é nenhuma benece ou regalia, mas parte integrante da remuneração. Este resultado é trivialmente generalizado para qualquer remuneração fixa, e resulta do seguinte facto, óbvio depois de se pensar nele: um ano tem 52 semanas, e 12 meses. Sempre. Mas se aproximamos a duração de um mês como sendo de 4 semanas, cometemos um erro significativo, visto que 4 semanas/mês * 12 meses/ano = 48 semanas/ano, o que é manifestamente falso, e o erro cometido são precisamente as 4 semanas em falta, a que corresponde o 13º mês. E esta, hein?!

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