Strike 3!

Apesar do título em inglês, este artigo é sobre a nossa lusa nação, e, pasme-se, é para dizer bem. Eu, que tanto critico os nossos governantes, desta vez tenho que dar a mão à palmatória: o ministro da cultura, José António Pinto Ribeiro, disse isto a respeito da “3 strike law”:

Nós somos um país que tem uma história e um regime de Estado de Direito específicos. A história é que vivemos 48 anos sobre a ditadura e portanto não compreendemos facilmente soluções que tenham uma leitura possível censória – que alguém está a ver o que estamos a fazer.

Mas não ficou por aqui. Para além de mostrar claramente que o copyright nunca poderá justificar a censura, o ministro foi mais longe dizendo que fazer o download de filmes ou músicas da net é “como alguém encontra notas de banco no chão [. . .] são de quem as agarrar”.

Como não podia deixar de ser, isto enfureceu muita gente, que acha o copyright um direito sacrossanto, que deve ser protegido doa a quem doer. Já escrevi muito sobre o porquê de tais posições estarem erradas, não me repito aqui. Termino com uma nota final: é muito positivo termos um governante que não cai no exagero em que infelizmente caiu o governo francês. No entanto é preciso ter em conta que o senhor Ribeiro não é nenhum “radical” do copyright, uma vez defende a extensão do mesmo, por exemplo. Mesmo assim, do mal, o menos.

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