Archive for June 2009
Thunderbird profile goes haywire
While tweaking thunderbird, I started from the command line, and closed it after a little while. When I started it next, ALL ACCOUNTS WERE GONE!
Looking more carefully, I notice that both the address book and the list of extensions are intact, but no accounts show up; what does show up is the wizard for creating new accounts! Google discovered that these are the classic symptoms of a corrupted profile. In my case this turned out to be an easy fix: just replace the prefs.js in TB settings folder for a non-corrupted backup. It was easy because I had the backup!.
But that’s not the funny part. The funny part is the reason why I had that backup. You see, just yesterday I was working on a shell script to properly automate backup tasks, but it’s still not completed! (it just got a MAJOR boost in priority, though). No siree, regular backups were not the reason I got away with this so easily. The reason was that a couple of days before, I decided to give the TB3 beta 2 a try. But it expects its settings in a different folder (~/.thunderbird) whilst TB2 (in Ubuntu at least) expects its settings in ~/.mozilla-thunderbird). Having more free disk space that I realistically need, the simplest solution was just to make a copy of the latter named like the former. And hence the origin of the backup.
Well, and now I must excuse myself: shell scripts are waiting for me!
Why I don’t use Twitter
Via Qned
Politics and corruption
And money. Lawrence Lessig gives this talk about how money breeds mistrust. And one of the first examples he gives is the spectacularly increase in the number of parents that refuse to vaccinate their children. And why? Essentially because from their point of view, the doctors prescribe the drugs subject to the money they receive from pharmaceutical companies. Even if the doctor is completely unbiased, if he receives that money, the patients’ trust in the doctor is undermined. And without that trust, the number of children without vaccination will keep rising. Others examples are given.
And then the same argument is applied to politics. In order to find out if money was influencing policy makers’ decisions, he tells the story of a bill proposing copyright extension: +20 years. The question in this case was quite simple: can this extension of copyright increase the public good? The government said the answer was ‘yes’, they (Lessig et al.) said the answer was ‘no’. And in that answer, they’re were joined, Lessig tells, by a right-wing conservative economist, who said he’d only joined them if in their report they included the words no brainer. So the government got the answer wrong. Why? Either because there really are no brains in the government, or the brains in there where influenced by money. Considering the dimension of the copyright industry, on which one would you bet?
As muitas (des)ordens de Portugal
Ordem dos Engenheiros, dos Médicos, dos Advogados, etc. Todas existem com o objectivo de regular profissões que se supõem de cariz altamente especializado, prestando assim, um serviço essencial à sociedade. A tal ponto assim é, que o próprio exercício de algumas profissões está condicionado à adesão da respectiva Ordem:
Sou licenciado em Economia. Tenho dois mestrados e um doutoramento em Economia. Sou professor de Economia numa universidade pública. Sou membro da Associação Económica Europeia. Tenho artigos publicados em revistas científicas internacionais de Economia. Com todas estas qualificações, o Estado português não me reconhece como economista. Porquê? Porque não estou inscrito na Ordem dos Economistas.
Médicos e advogados são outros exemplos bem conhecidos da mesma situação (mas não os engenheiros, principalmente os informáticos, muito para alívio do autor).
Mas o autor do texto cujo link disponibilizei acima, Luís Aguiar-Conraria, professor do Departamento de Economia da Universidade do Minho, afirma que a crescente organização dos profissionais dessas áreas em verdadeiras “corporações profissionais” tem deturpado aquilo que se supunha ser o objectivo das Ordens: em vez de zelar pelo bom funcionamento das profissões em questão, cada vez mais se transformam em organizações de defesa dos profissionais que delas fazem parte. Se isto é assim ou não, (e se for, até que ponto o é), não sei. Mas tendo em conta o interesse público da questão, era bom esclarece-la.
Termino reproduzindo da íntegra os últimos quatro parágrafos. Caveat Lector.
Esperar-se-ia que as Ordens Profissionais e outras corporações dessem formação adequada sobre o exercício da profissão e que procedessem a um controlo de qualidade, punindo infracções a códigos deontológicos. É isto que observamos? Claramente, não. Há uns anos, por exemplo, não houve qualquer condenação aos médicos que passaram centenas de atestados a alunos de Guimarães para faltarem aos exames. Há uns dias, a Inspecção-Geral de Saúde concluiu que a um número alarmante de baixas médicas nem sequer correspondia um único registo clínico do “doente”. De ambas as vezes, a reacção da Ordem dos Médicos foi dizer que os médicos não são polícias. Se nem com estes escândalos mediáticos as Ordens actuam, o que esperar no dia-a-dia? Na verdade, em vez de garantirem as melhores práticas, as Ordens protegem, de uma forma autista, os seus associados.
A única acção visível da Ordem dos Médicos tem sido a de limitar o número de médicos. Desde que existe, tem-se esforçado por impedir a abertura de novos cursos de medicina e o aumento do número de vagas nos cursos já existentes. Quase sempre com sucesso. Os farmacêuticos têm conseguido impedir a abertura de novas farmácias. Mesmo a ténue e meritória liberalização ensaiada pelo governo Sócrates serve os interesses das farmácias instaladas. A Ordem dos Notários quer o monopólio da autenticação de documentos. A Ordem dos Arquitectos recusou-se a reconhecer o curso de Arquitectura da Universidade Fernando Pessoa. A Ordem dos Revisores Oficiais de Contas exige uma licenciatura adequada e obriga os candidatos a sujeitarem-se a quatro exames escritos e um oral. Cada exame custa 300 euros. Antes dos exames os candidatos são aconselhados a frequentar um curso de preparação com quatro módulos, que decorre ao longo de um ano. O custo de cada módulo é de 1650 euros. A pequena minoria que passa nos exames tem ainda de fazer um estágio de três anos com remunerações baixíssimas.
As estratégias variam, mas o objectivo é o mesmo: criar barreiras hercúleas que impeçam o acesso à profissão. É este o papel das Ordens. Restringir a oferta e a concorrência. Os efeitos de tamanhos obstáculos são óbvios. Já em 1776, Adam Smith escrevia que “os privilégios exclusivos das corporações, os estatutos de aprendizagem, e todas as leis que, em empregos determinados, restringem a concorrência (…) tendem a sustentar salários e lucros a um nível superior à sua taxa natural. Tais sobrevalorizações podem durar tanto quanto as regulamentações que lhe deram origem”.
Não vale a pena ter ilusões. As Ordens, e outras corporações profissionais, servem para garantir remunerações anormalmente elevadas aos seus associados, perpetuando os seus privilégios, prejudicando e subjugando o interesse público a interesses privados.
More copyright bullshit
The surprises you can get from doing the math:
In any case, that’s £175 a week or £8,750 a year potentially not being spent by millions of people. Is this really lost revenue for the economy, as reported in the press? Plenty will have been schoolkids, or students, and even if not, that’s still about a third of the average UK wage. Before tax.
Oh, but the figures were wrong: it was actually 473m items and £12bn (so the item value was still £25) but the wrong figures were in the original executive summary, and the press release. They changed them quietly, after the errors were pointed out by a BBC journalist.
This is yet another example of the length to which the copyright industry will go in the fight against sharing. What else can one say, besides Like I said: as far as I’m concerned, everything from this industry is false, until proven otherwise.? (ibid.)