Archive for June 2008
G33k humour (again)
Remember this? Well, here’s part II: when changing some blog stuff in admin interface, suddenly got this:
Goshdarnit!
Something has gone wrong with our servers. It’s probably Matt’s fault.
We’ve just been notified of the problem.
Hopefully this should be fixed ASAP, so kindly reload in a minute and things should be back to normal.
Would have liked to take a screenshot, but my hand was faster than my brain, and when I realised it I was already refreshing the page…
Email enviado a ERSE
No seguimento do post anterior, reproduzo aqui o email que enviei para consultapublica@erse.pt:
Exmos Senhores:
Serve o presente email para apresentar uma queixa relativamente a uma das alterações presente na Proposta de revisão dos Regulamentos de Relações Comerciais e Tarifário [1]. Na secção "Modelos de Regulação", pode ler-se (ênfase acrescentada):
- Regulação do Comercializador de Último Recurso (CUR)
As alterações organizacionais do mercado eléctrico conduziram à criação do CUR para cuja actividade se configura uma forma de regulação que incentiva a eficiência dos custos associados aos processos comerciais, limita a evolução dos restantes custos, partilha o risco de cobrança com os consumidores e inclui uma margem de comercialização que atende ao desfasamento entre os prazos médios de pagamento e os prazos médios de recebimento associados à compra e venda de energia eléctrica.
Mediante informação transmitida noutros meios de comunicação, é possível concluir que o "risco de cobrança" acima mencionado se refere aos chamados "incobráveis". Incobráveis esses que ERSE propõe que passem a ser suportados pelos consumidores "cobráveis" (passo a expressão), i.e., pelo comum dos cidadãos que mensalmente recebe a factura de electricidade em sua casa.
Acontece contudo que essas dívidas incobráveis, são, em última instância, responsabilidade da empresa cobradora. E isto não se aplica apenas às empresas do sector energético. Vejamos por exemplo, o que a DECO diz sobre o assunto [2]:
Como em qualquer empresa, os chamados incobráveis são custos decorrentes do risco do negócio, que devem ser suportados pelas próprias empresas. Além de ser um sinal errado para os consumidores, as empresas dispõem de mecanismos contabilísticos para minimizar esses impactos. Trata-se de um pequeno montante de custos face à totalidade das receitas, mas é uma questão de princípio, que a ERSE não pode subverter.
Este pequeno parágrafo, se pequeno em dimensão, não o é em significado. Para além de ser uma questão de princípio, é uma atitude extremamente injusta, na medida em que trata os consumidores segundo dois pesos e duas medidas. Pois se assim não fosse, o recurso aos consumidores para suportar as dívidas incobráveis, deveria dar a esses mesmos consumidores o direito à parcela correspondente dos lucros obtidos (reflectido no valor da factura, que se supõe mais baixo na situação de lucro).
Será que a ousadia para sequer fazer uma sugestão desta natureza resulta do monopólio de que goza a EDP? E que argumentos justificam tal proposta? Custa-me a crer que os haja. Alias, a própria DECO diz, num texto um pouco antes do extracto apresentado em cima, que "A introdução daquele tipo [dívidas incobráveis] de custo no cálculo do preço final da electricidade não é defensável."[2].
Pelas razões aqui expostas, espero que a proposta da ERSE seja corrigida de modo a tratar os consumidores com o respeito e a equidade que merecem.
Subscreve-se,
Óscar Pereira[1] - Apresentação para Consulta Pública da proposta de revisão dos Regulamentos de Relações Comerciais e Tarifário. (http://erse.pt/vpt/entrada/consultapublica/detalhe/?id=137)
O texto segue as mesmas directrizes do referido post. Oxalá seja apenas um de muitos.
País do faz de conta
Resumo da situação: a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propôs que a EDP divida as «dívidas incobráveis» por entre todos os regulares consumidores que pagam a factura ao fim do mês.
Falta saber em que é que consistem estas «dívidas incobráveis». Prejuízos da empresa? Resultados de má gestão ou riscos inerentes ao negócio? A Agência Financeira cita a DECO como até concordando com o princípio da coisa, embora no site desta última se leia exactamente o contrário:
Como em qualquer empresa, os chamados incobráveis são custos decorrentes do risco do negócio, que devem ser suportados pelas próprias empresas. Além de ser um sinal errado para os consumidores, as empresas dispõem de mecanismos contabilísticos para minimizar esses impactos.
Trata-se de um pequeno montante de custos face à totalidade das receitas, mas é uma questão de princípio, que a ERSE não pode subverter.
De quanto será esse «pequeno montante»? Será assim tão pequeno (é claro que isto depende do montante total de receitas, but still…)?
No site da ERSE pode ler-se o seguinte (ênfase adicionada pelo autor):
- Regulação do Comercializador de Último Recurso (CUR)
As alterações organizacionais do mercado eléctrico conduziram à criação do CUR para cuja actividade se configura uma forma de regulação que incentiva a eficiência dos custos associados aos processos comerciais, limita a evolução dos restantes custos, partilha o risco de cobrança com os consumidores (…)
Não obstante o eufemismo da linguagem, as intenções desses capitalistas com muito poucos (ou mesmo nenhuns) escrúpulos são mesmo assim nítidas. É claro que para isso é necessário que os consumidores leiam as coisas em primeiro lugar, e é um pouco de estranhar porque é que para encontrar informação sobre um assunto desta natureza foi necessário andar a fazer pesquisas e experimentar vários links dentro do site da ERSE.
Mas enfim, como o assunto se encontra em consulta pública, apenas posso aconselhar a que se mostre a mais que justificada oposição dos consumidores a tal afronta. Citando do penúltimo link que dei:
Eu vou enviar, pegando no texto que era sugerido no mail que recebi… mudando ligeiramente a frase do “ilegal e inconstitucional”. Não porque não o seja, mas porque sou developer posso apenas “desconfiar” e não “considerar”.
Enviar para: consultapublica at erse dot pt
Exmos Senhores:
Pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a Vªs Exªs a minha discordância, oposição e mesmo indignação relativamente à “proposta” – que considero absolutamente ilegal e inconstitucional – de colocar os cidadãos cumpridores e regulares pagadores a terem que suportar também o valor das dívidas para com a EDP por parte dos incumpridores.
Com os melhores cumprimentos,
A consulta pública DURA ATÉ DIA 7 DE JULHO! Vamos lá ver no que é que isto dá…
Ooops!
I can’t believe that I only noticed this now, but I skipped this blog first birthday: 21st of June 2007!! I’m sure I’ll burn in the pits of weblog Inferno throughout the endlessness of eternity, but still I wish to make right what my daydreaming mind made wrong: one year after, HAPPY BIRTHDAY BLOG!
How ethereal is digital information?
I began asking myself that when I stumbled across a related question being asked in /.. In that case, we’re talking about a parent that wants to know the best (safest) way to keep his one year old son’s (digital) photos and videos for some twenty years. This in turn, reminded me of something that happen after a trip to Northern Europe, several years ago. I was never a big fan of video, but the same could not be said of photos. We brought back spectacular ones, specially from Scandinavian fiords. Mind you, these were plain old analogue “paper” photos. Back then (late 90’s), digital cameras were still overpriced toys, and I did not had one—but I did have a scanner. And so, I happily started to digitalize all those photographs, saving them in some proprietary format which was the default for the program I was using, which name I can no longer remember. What I do remember, is thinking along the lines of: “yeah this program or some version of it will always be available, so no biggie, I’ll always be able to see my photos (and share them, etc…)”. I did not know what I was doing. Eventually I came to realize that all that effort was a big waste: I no longer have that program (heck, I no longer use Windows, for that matter…), and the photos, well, I think I glanced them this one time, and could not look at them because of the image format issue. And if you take out this last point, that’s exactly what I’d do with the paper photos: glance them occasionally and remember some good times.
The real funny thing is that, at least to my knowledge, nobody cares on how to preserve analogue photos. I mean, we all know, intuitively that they’ll degrade, get yellow, get spots—and then we digitally store them and everything is fine again! If only things were that easy…
Format issues aside, digital technology is not used because it’s perennial, it’s used because information transmission is much much easier this way. And it’s precisely the boom in information transmission made possible by the advent of broadband internet that caused two things: 1) a vast global consensus in favour of open standards, and 2) the best possible way to store something, is to use collective memory (from /. thread):
1. Rename to “xxx 18yr old bj strip”
2. Upload to P2P protocol of choice.
Let it proliferate around the internet and retrieve it when necessary.
The other solutions are RAIDs, storage providers, replication schemas, etc, etc… in sum, nothing that can implemented straightforwardly. The comments also address issues like CD/DVD durability, evolution of DVD players (Blueray, whatever comes next…), and so on… In face of all this, it still amazes me how some folks still think that digitial information should be treated as physical property. Assholes they must be… but that’s another story…
Firefox+Java+Ubuntu=
… A MAJOR HEADACHE!
First both Java and it’s plugin package (version 1.5) are installed, but Firefox can’t find them. Install version 6 of both: Firefox still can’t find them. Versions in conflict? Weird, cause APT did not complain. No matter, remove the old (1.5) -> Still no change. Reinstall version 6. Nope, nothing at all. Begin to despair. Try to directly symlink plugin (*.so) to plugin dir (fond memories of Gentoo suddenly surface in my mind…) -> NO FIREFOX PLUGIN DIR??? (no ~/.mozilla/plugins folder… wtf??)
Despair at full throttle.
Find “the solution“.
Yap, it appears that all the stuff that used to go in ~/.mozilla/plugins now goes in /usr/lib/firefox/plugins (makes one wonder on how to set user specific plugins…)
Anyway, eventually I found the .so residing in /usr/lib/jvm/java-6-sun-1.6.0.06/jre/plugin/i386/ns7/libjavaplugin_oji.so, so from here on all I had to do was symlink this file to the directory above mentioned, and that was it.
/usr/lib/firefox/plugins# ln -s /usr/lib/jvm/java-6-sun-1.6.0.06/jre/plugin/i386/ns7/libjavaplugin_oji.so .
What a mess to do something so simple…